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riscos_e_rabiscos

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No dia em que fui atropelada MESMO.

Ao ler este post da Tsuri, veio-me à memória o dia em que fui atropelada MESMO. Se por um lado foi rídiculo, por outro foi hilariante.

 

era eu uma jovem moçoila e andava na universidade .Já não me lembro porque motivo (sim, porque isto passou-se no século passado, lol!), se havia greve de transportes, se não havia Metro ou se foi por simples boleia, mas o meu pai foi levar-me de carro à universidade.

 

Como à porta não se podia estacionar e porque escusava de ir dar a volta a Lisboa inteira por causa dos sentidos proibidos e obrigatórios, acabei por descer numa rua perto da universidade.

 

Abro a porta, pego nas coisas e mal ponho o pé na estrada e começo a fechar a porta, o meu pai arranca com o carro. Eu grito, dou mesmo um berro. O meu pai pára e pergunta-me "o que é que queres?", eu só lhe respondi "não quero nada... tu é que passaste por cima e nem deste por nada! Atropelaste-me um pé..."

 

E pronto. Foi assim o meu atropelamento e até hoje estou traumatizada. Atropelada pelo próprio pai...! Acho que preciso de anos de terapia...

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O Cão Atropelado.

O autocarro chega à minha paragem e eu preparo-me para descer. À medida que a porta do autocarro se abre e eu vou descendo as escadas, vejo um cãozinho a correr para o meio da estrada, um carro a dar-lhe uma pancada e o pobre bichinho a correr desorientado e a ganir. Estava tão desorientado que tentou entrar para uma porta de escada que estava fechada e onde bateu com a cabecinha com toda a força. Voltou novamente a correr desorientado.

 

Eu fiquei danada porque o filho da put@ que atropelou o bicho, nem sequer teve a dignidade de parar o carro. Não, seguiu o caminho feliz e contente, borrifando-se para o caso. Afinal aqui quem foi o animal?

É claro que eu não podia deixar de ir à procura do bicho. Percebi pelas fracções de segundos em que lhe pus a vista em cima, que o bicho não era de rua (mesmo que fosse, fazia o mesmo). Fui à procura do bichinho e fui perguntando às pessoas da rua - que também viram mas não se incomodaram - se alguém conhecia o bichinho ou o dono. Ninguém conhecia.

 

Fui subindo a rua à procura do bicho e a pensar com os meus botões o que iria fazer caso ninguém conhecesse o dono. Finalmente encontrei o cãozinho. Estava encostadinho ao canto de uma porta da escada cheio de medo. Aproximei-me dele a falar com meiguice e a esticar a mão para ver se ele me deixava fazer-lhe uma festinha. O pobreziznho estava com tanto medo e desorientado que até me deu beijinhos na mão. Eu continuie a acalmá-lo e a fazer-lhe festinhas enquanto contava a quem estava ali o sucedido e perguntava se alguém conhecia o bicho ou o dono.

 

Passados uns minuto aparece uma miúda ao telemóvel. "Já o achei, está aqui", ouvi a miúda dizer e perguntei se era dela. Ela disse-me qualquer coisa mas o discurso era esquisito e a miúda tinha qualquer problema de fala, ficando eu sem perceber se o cão era dela ou não. Só sei que ela me dise que tinha de ir buscar o irmão à escola. Eu disse para ir que eu ficava ali com o bichito. E foi aí que apareceu a verdadeira dona do cão. "Ah ele fugiu-me, soltou-se da trela enquanto eu estava ao telemóvel", disse-me ela.

 

De seguida disse-me, mostre-me lá a trela para ver se é ele. Até me caiu o queixo aos pés e o coração ficou apertado. Então eu não conhecia os meus bichinhos nem que fosse só ao ver uma unha?!?! E mais, o meu Pimentinha até tem uma coleira igualzinha ao do bichinho atropelado e sei que não se solta facilmente porque os metais são fortes. A conversa ao telemóvel é que devia ser tão interessante que a miúda deve ter ido parar ao mundo da lua e esteve a borrifar-se para o resto. Miúdas irresponsáveis que devem pensar que os bichos são peluches!

 

Depois expliquei-lhe o sucedido e disse que tinha sido atropelado. Não se preocupou nada. Pegou no bicho ao colo e nem uma festinha lhe fez. E como o bicho não se queixou a miúda disse "já está bom...". Eu alertei-a que o bicho agora não tinha dores porque estava quente mas quando arefecesse devia começar a mostrar alguma queixa, para estar alerta.

 

E pronto, lá foi a miúda com o tobias - era este o nome e tinha 4 meses - como se nada tivesse acontecido. E eu vim para casa com o coração apertado e apensar que se um bichinho meu fosse atropelado eu estaria em frangalhos. Mas se calhar sou eu que sou parva. Mas não me importo de ser assim.

 

 

Faltou Um Bocadinho Assim...

Sete e meia da manhã.

Local de trabalho city.

Saio da camioneta, espero que ela avance e aproximo-me da passadeira.

Nunca avanço semautorização dos condutores.

Loira dá pára o seu bólide impecável e dá passagem.

Avanço até ao meio da estrada com cautela.

A estrada é muito movimentada e perigosa.

O condutor do lado oposto abranda o seu veículo parame dar passagem também.

Conforme dou um passo em frente,vejo uma carrinha a vir a toda velocidade.

Imaginei logo ali a cena toda.

Um choque traseiro brutal e eu a ser atropelada na passadeira ou a levar com os carros em cima.

O africano que vinha na carrinha em alta velocidade continuou impassível como se nada se tivesse passado.

Comose não tivesse prestes a haver um brutal acidente, como se ultrapassar pela direita não fosse uma infracção. como se não fosse obrigado a dar passagem, como se a estrada tivesse duas faixas naquele lado.

Éo que dá cartas compradas.

Estas cenas típicas de filme de acção a esta hora da manhã é dose, acelera a adrenalina e activa o coração! 

Digam lá que a minha vida não é uma animação?

E não, ainda não foi desta que me passaram a ferro!

 

Circular é Viver!

 

Começo a ficar assustada, realmente assustada. E chocada com a violência nas estradas. Não sei se se aperceberam da quantidade de acidentes mortais que têm sido divulgados pela imprensa (fora aqueles que acontecem e que desconhecemos). E nesta última semana a quantidade de atropelamentos mortais? É revoltante. Ok, podem alegar que tanto uma coisa como outra pode acontecer a qualquer um de nós. Quer viajemos de carro ou a pé. Mas não deixa de ser chocante e revoltante.

 

Conheço várias pessoas que se transformam em autênticos animais quando entram dentro de um carro. Pessoas que têm a maior calma do mundo mas basta abrir a porta do carro e entrar que sai outra personalidade cá para fora. Tipo Dr. Jekyl e Mr. Hyde.  

E isto tolda-lhes as ideias na hora da condução. Se formos todos assim, o mundo está perdido. É preciso ser racional e ter calma embora seja difícil, reconheço. Desabafemos com uns impropérios gratuitos e umas asneiras cabeludas e deixemos o acelerador e as manobras perigosas de lado.

É que afinal um carro nas mãos pode ser uma arma mortal.

 

Outra coisa que me parece muito óbvia é o aumento de cartas de condução compradas e de cartas cartas de condução que saiem nos bollycaos (antigamente era na farinha amparo). Como tal não conhecem regras de trânsito nem sinais. Desconhecem que as riscas paralelas brancas desenhadas no chão são passadeiras para peões passarem, não para se passar por cima dos peões.

E aquelas luzinhas verde, laranja e amarela, não são efeitos de Natal! São sinais luminosos que se têm de respeitar consoante o código da cor…

 

Aqui na zona há um cigano que julga que é o Schumaker. O que é mais grave é que ele faz autênticos rallies numa zona cheia de escolas e creches.

Ontem fez porcaria. Aqui em casa ouvi um estrondo enorme. Pensei imediatamente que teria sido alguma criança apanhada. Mas não. Não atropelou uma criança mas deu uma batida brutal na traseira de um carro.

Pobre do dono do carro! O carrinho ficou com a traseira toda avariadinha e quando o pôs a funcionar, era uma roda para cada lado e chiadeira até mais não. E vá lá o dono ter saído ileso… não sei como!

Fizeram uma declaração amigável. Mas agora pergunto eu: se o cigano não tem carta, acham que tem seguro no carro? Acham que mesmo sem ter carta nem seguro, se comprometerá a pagar o arranjo do carro? E porque é que não chamaram a polícia? Para não tramarem o cigano ou para o dono do carro não ser tramado?

 

Estava a pensar voltar a conduzir e deixar de ser chulada pelas empresas de transporte e ser chulada pelas gasolineiras. Mas tendo em conta isto tudo acham que ainda vale a pena?